Como a mudança no consumo de conteúdo impacta o seu negócio

Como a mudança no consumo de conteúdo impacta o seu negócio

Explorar as tendências de mercados que estão fora do nosso fica ainda mais interessante pois é pensando fora da caixa que abrimos a mente para alavancar um posicionamento de marca conciso e marcante.

É importante analisar como o mercado do streaming está mudando a maneira com que consumimos conteúdo e pensar de que forma isso irá impactar nos nossos negócios.

A nova guerra da Netflix e a mudança na publicidade e mídia.

“Não são horas por semana, não são horas ao mês. Nós (da HBO) precisamos de horas ao dia. Você está competindo com dispositivos que ficam nas mãos das pessoas e ganham suas atenções a cada quinze minutos”. Esta é parte de um depoimento recente do executivo que lidera a HBO, John Stanley, que evidencia como eles querem deixar de ser conhecidos pelas suas grandes produções e entrar no dia dia do consumo de conteúdo.

O novo local de guerra da mídia: streaming de consumo recorrente
Pode parecer mais uma declaração de um canal, como tantas outras, mas me parece ser bastante simbólica, principalmente ao relatar sobre este novo cenário, que é ensaiado há anos. Ao que tudo indica, agora, o modelo Netflix não será a exceção, mas a regra.

Em 2018, a Netflix resolveu fazer um lançamento de filme ou série próprio por semana. Esse movimento é, claramente, uma preparação para receber, em 2019, o ataque do streaming da Disney e também da Amazon, Hulu, HBO Go, etc. E a estratégia é ter um grande acervo, não necessariamente de grande qualidade, para manter a liderança desse mercado.

Quantidade versus qualidade
Não existe milagre. Quando aumentamos a quantidade, a qualidade diminui. Antigamente, quando víamos uma série com o selo “uma produção original Netflix”, sabíamos que seria algo relevante. Porém, isso se perdeu. A HBO mantinha este conceito e parecia que iria usar isso na guerra pelo mercado de streaming. Mas, agora, com essa declaração, tudo indica que eles vão seguir o mesmo caminho da Netflix. Vão lutar no mesmo terreno do principal player.

Nos negócios funciona assim: o líder dita as regras. Sabemos que o streaming é o futuro e, então, é natural todos seguirem o modelo Netflix. Mas esse posicionamento é realmente bom?

Negócios de mídia são uma mistura de grandes números com relevância
A HBO e a Netflix não estão loucas. Elas tomaram uma decisão de negócios baseada em números. E, de fato, parece que, nesse caso, a estratégia surte efeito. Porém, no médio prazo, uma mídia só sobrevive se casar números de acesso à relevância e credibilidade.

Parece que o segredo é ter movimentos em direção à quantidade e depois à relevância. E será que eles vão conseguir isso? Só o tempo dirá. Mas, mais importante do que prever em que vai dar essa estratégia um tanto ousada, é saber do impacto disso para o marketing e comportamento do consumidor.

Oportunidade para as marcas
Uma marca, até por conhecer melhor seu nicho, não precisa lançar conteúdos novos toda semana. Mas, mesmo por isso, precisará de produções mais assertivas.

Mas o universo se expande. Trabalhar com vídeos em formatos curtos também é um oceano azul onde as produtoras de conteúdo tendem a ampliar sua atuação, abrindo espaço para as marcas. Enquanto as grandes produções se tornam filmes de uma hora e meia ou séries com episódios de 40 minutos, o consumo casual de vídeos de sete minutos ou menos fica por conta dos YouTubers e Instagrammers, que possuem um público mais fácil de competir, para gerar conteúdo diferenciado.

Além disso, sabemos que as marcas podem exercer seu importante papel de curadoria, como citamos acima. Para navegar nesse mar de conteúdos, terá mais chances de êxito quem conseguir direcionar o melhor conteúdo para o público certo. Muito em breve, teremos diferentes profissionais com experiência em analisar filmes sendo contratados por grandes marcas.

Fonte: Meio e Mensagem

Escrever Comentário

Nos Acompanhe